24
Jan
'PINHEIRINHO' E A NOVA PRESIDENTA DA PETROBRÁS
A nova presidenta da Petrobrás, Graça Foster, cresceu num favela. Sua infância foi vivida no Morro do Adeus, no Rio de Janeiro, que hoje integra o Complexo do Alemão. Até os 12 anos, ela catou papel e lata na rua para custear os estudos, como narrou recentemente em entrevista ao jornal Valor. Há mais de três década na Petrobrás, Graça sucederá a José Sérgio Gabrielli, que dirigiu a estatal no ciclo mais importante desde sua criação, nos anos 50. O saldo mais reluzente desse período foi a descoberta das reservas pré-sal, mas, sobretudo, a regulação soberana dessa riqueza pelo Presidente Lula. Em 2009, a contrapelo da coalizão demotucana e do candidato da derrota conservadora, José Serra, o governo brasileiro transformou a principal descoberta mundial de petróleo dos últimos 30 anos numa poupança do povo brasileiro. Recusou-se a reduzí-la a uma commodity para o repasto dos mercados. Serra, na campanha de 2010, prometeu: vitorioso, decretaria a 'reintegração de posse do pré-sal' às petroleiras internacionais. A mulher que assume esse patrimônio histórico sabe onde o Brasil grita e precisa ser ouvido. O Brasil pobre hoje grita em 'Pinheirinho', por exemplo, a ocupação de 1660 famílias, violentamente despejadas neste domingo em São José dos Campos (SP). No momento em que a truculência do dinheiro grosso e o menosprezo conservador pelos excluídos produz uma tríplice aliança entre o poder judicial paulista, o governo do Estado e a administração tucana de São José dos Campos, é valioso saber que na esfera federal existem olhos e ouvidos que sabem onde o Brasil grita. Reverter o arrasa-terra em 'Pinheirinho' seria a melhor forma de o governo Dilma transformar a nomeação de Graça Foster mais do que numa boa notícia: um símbolo de seu mandato, em defesa das meninas pobres que ainda catam papel e lata nas ruas do país.
(Fonte:Carta Maior; 3ª feira; 24/01/ 2012)
20
Dez
Câmara aprova funcionamento de creches noturnas
Câmara Municipal aprova nesta segunda-feira (19/12) projeto de lei que institui no município de porto Alegre o programa de funcionamento de escolas municipais de educação Infantil (creches) no turno da noite destinado ao atendimento de crianças cujos pais ou responsáveis comprovadamente trabalhem no à noite entre as 18h de um dia e às 6 horas do dia seguinte.
A autora da proposta, vereadora Maria Celeste (PT), justifica que este programa atenderá milhares de pais e mães que trabalham durante a noite e não tem com quem e onde deixar seus filhos com segurança. “As crianças estarão seguras e bem acolhidas e os pais poderão trabalhar com tranqüilidade”.
O projeto de lei prevê ainda que o programa será regulamentado e implementado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) e as despesas decorrentes da execução ficará por conta de dotação orçamentária da Smed e da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC). Está previsto no texto que os pais devem comprovar com documento que trabalham no turno da noite.
15
Dez
Saiu na Imprensa - Privilégios natalinos
Na pauta de votação da Câmara de Porto Alegre neste final de ano destaca-se um conjunto de projetos de lei de origem do Poder Executivo que reafirma fielmente o perfil do governo Fogaça-Fortunati, um governo que destruiu o plano de carreira do funcionalismo municipal e que beneficia justamente os servidores do topo da pirâmide salarial. Aliás, desde seu início em 2005, este governo tem aumentado justamente os salários maiores distanciando cada vez mais o menor do maior salário da prefeitura.
Foram beneficiados, através de sucessivos projetos de lei, as chefias e os cargos de comissão de maior nível, resultando no fato que temos hoje centenas de servidores que recebem o teto salarial, ou seja, os R$ 15 mil a que corresponde o subsídio do prefeito. Tivemos exagerados aumentos aos funcionários da Secretaria da Fazenda, estendendo-se as mesmas vantagens aos servidores do Gabinete de Programação Orçamentária (GPO) e aos integrantes da Procuradoria Municipal. Mais recentemente o prefeito Fortunati concedeu reajustes aos médicos, dentistas, engenheiros e arquitetos. No mês de novembro, foi estendida a gratificação fazendária aos servidores da autarquia previdenciária (Previmpa).
Pensávamos que o atual prefeito tivesse esgotado seu “repertório” de aumentos polpudos para aqueles que mais ganham. Ledo engano!
Fortunati ataca novamente enviando à Câmara Municipal, no último mês deste ano, “ao apagar das luzes”, projetos de lei que aumentam significativamente o salário dos seus secretários e do secretário-adjunto da Saúde. Não esqueceu, também, de prorrogar CCs e criar novas funções gratificadas. Nesses sete anos desse governo, os municipários de mais diversas secretarias, como assistentes administrativos, operários e auxiliares de serviços gerais, foram totalmente esquecidos. Os níveis dois e três, os mais baixos do plano de carreira, terão a partir de janeiro de 2012 remuneração inferior à do salário-mínimo nacional.
Vereadora Maria Celeste (PT)
Publicado no Jornal do Comércio dia 15 de dezembro de 2012, página 04.
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